Decorreu hoje de manhã, em frente ao Hospital de Santo Tirso uma ação por parte do PCP que tem como objetivo defender o Serviço Nacional de Saúde e lutar contra a falta de investimento na saúde pública.
O partido queixa-se da falta de reforço de meios financeiros e humanos por parte do governo socialista que permitam uma resposta mais eficaz nesta fase do surto epidémico. Esta falta de meios veio agravar a situação do SNS, que referem neste momento contar com cerca de 9 milhões de consultas em atraso nos cuidados de saúde primários, mais de 1 milhão de consultas nos cuidados hospitalares e mais 110 000 cirurgias que não se realizaram.
O PCP apresentou mais de 50 propostas para o orçamento do Estado, das quais 23 foram aprovadas. Relacionadas com o SNS salientamos:
- Reforço das Unidades de Saúde Pública
- Reforço de camas e equipas de cuidados intensivos
- Subsídio extraordinário de risco para profissionais
- Medidas de recuperação de consultas nos Cuidados de Saúde Primários
- Contratação para os cuidados de saúde primários
- Alargamento dos incentivos aos médicos
- Investimento na requalificação e construção de extensões e centros de saúde
- 65,4 Milhões de euros para investimentos nos centros hospitalares
- 2,5 Milhões de euros para a implementação do Laboratório Nacional do Medicamento
- Reforço da formação médica especializada
- Dispensa gratuita de medicamentos antipsicóticos
José Alberto Ribeiro, deputado da Assembleia Municipal de Santo Tirso pelo PCP refere que esta é mais uma ação entre outras que têm feito que visa sensibilizar para a grave carência do Serviço Nacional de Saúde. O deputado comunista queixa-se da falta de investimento no SNS e que nem todas as propostas efetuadas pelo PCP têm sido acolhidas. José Ribeiro defende que é necessário continuar a investir no SNS em quantidade e com qualidade: “o hospital de Santo Tirso é uma coisa do outro mundo e não é aceitável, o concelho precisa de um hospital de raiz e com condições para responder às necessidades da população. O deputado municipal termina dizendo que o erário público paga inclusive 11 mil euros à misericórdia relativamente ao hospital.